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Acarajé

Gastronomia é no tBz! – Acarajé

Aqui no #tBz você também encontra receitas de todo o brasil!

Hoje vamos falar sobre o Acarajé!

É quase impossível pensar em culinária baiana sem lembrar do acarajé.
Seja pela mistura de pimenta com camarão ou pela figura das baianas que preparam a iguaria nas ruas de Salvador, o prato é um dos mais famosos da cozinha nordestina.

Trazida por imigrantes africanos no período da escravidão, a iguaria começou a ser difundida em ritos do candomblé, nos quais ela é oferecida para a orixá Iansã. Com o tempo, o bolinho de feijão recheado com vatapá, camarão e vinagrete extrapolou os terreiros que abrigavam os cultos, tornado-se comum em toda a Bahia.

O preparo do acarajé é uma tarefa trabalhosa. A primeira etapa é a produção dos bolinhos, que inclui cozinhar e bater o feijão para dar consistência à massa. Em seguida, a mistura é frita no azeite de dendê.

Outro importante componente da receita é o vatapá, que consiste na combinação entre ingredientes como leite de coco, castanha de caju, amendoim e camarão. Após ir ao liquidificador, a mistura recheia a massa de feijão fradinho, juntamente com o vinagrete e o camarão seco.

Segundo historiadores, o acarajé inventado pelos Iorubás da África ocidental (Benin, Togo, Camarões, Nigéria) que deu origem ao brasileiro é, por sua vez, semelhante ao Falafel árabe.

Os árabes levaram a iguaria para o continente africano nas inúmeras incursões durante os séculos VII a XIX – a principal diferença está na substituição da favas secas e grão de bico do falafel pelo feijão fradinho do acarajé. Portanto é considerável a contribuição do oriente médio na invenção do prato tipicamente afro-brasileiro.

Na Bahia, o acarajé é um dos principais pratos típicos. A forma de preparo é, essencialmente, a mesma da sua origem africana, a diferença está no modo de ser servido: pode vir cortado ao meio e recheado com vatapá, caruru, camarão seco, salada vinagrete e pimenta.

Quente ou frio ?

Antes de terminar de servir o acarajé, as baianas perguntam ao cliente: “quente ou frio?”. A questão se refere à quantidade de pimenta, não à temperatura da comida. Desconhecendo essa convenção, muitos turistas acabam saboreando um quitute bastante apimentado.

RECEITA:

Ingredientes da massa
1 kg de feijão fradinho
4 cebola picadas
Sal a gosto
Azeite de dendê a gosto

Ingredientes do molho
Pimenta malagueta
Azeite dendê
100 g de camarão

Modo de preparo

Bata o feijão seco só para quebrar no liquidificador. Coloque de molho em bastante água, por mais ou menos 1 hora e meia para soltar a casca e os pontinhos pretos. Mude sempre a água e tire a casca e os pontinhos pretos que ficam boiando, escorra a água.

Bata no liquidificador o feijão com as cebolas e o sal. Se precisar, ponha um pouco de água para bater melhor. Coloque a massa em uma vasilha e bata bem para ficar bem macia. Para bater use uma colher de pau. Acrescente dendê em uma frigideira para esquentar bem.

Com uma colher pegue a massa e coloque para fritar. Depois de frito coloque-os em uma vasilha forrada com papel absorvente.

Modo de preparo do molho

Machuque umas pimentas malaguetas. Ponha um pouco de dendê para esquentar e frite um pouco as pimentas machucadas. Acrescente o camarão e frite um pouco mais, tire do fogo e misture com um pouco de vatapá.

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